A lei nº 13.105/2015, também conhecida como Novo Código de Processo Civil (CPC), entrou em vigor em março de 2016 e trouxe diversas mudanças significativas para o sistema jurídico brasileiro. Neste glossário, vamos explorar os principais termos e conceitos presentes nessa legislação, que impacta diretamente a forma como os processos judiciais são conduzidos no país.
Os princípios que regem o Novo Código de Processo Civil são fundamentais para garantir a efetividade da justiça e a celeridade dos processos. Dentre eles, destacam-se a cooperação, a boa-fé, a oralidade, a publicidade e a razoável duração do processo. Esses princípios orientam a atuação dos operadores do direito e são essenciais para a aplicação da lei de forma justa e equitativa.
Uma das principais mudanças trazidas pelo Novo CPC é a valorização da conciliação e da mediação como meios alternativos de resolução de conflitos. Além disso, a legislação trouxe novas regras para a tramitação dos processos, como a possibilidade de julgamento antecipado parcial do mérito, a ampliação dos poderes do juiz na fase de instrução e a criação de incidentes de resolução de demandas repetitivas.
Os incidentes processuais são procedimentos previstos no Novo CPC para resolver questões específicas que surgem durante o curso do processo. Dentre os principais incidentes, destacam-se o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, o incidente de resolução de demandas repetitivas e o incidente de falsidade documental. Esses instrumentos são essenciais para garantir a eficiência e a segurança jurídica na condução dos processos.
Os recursos são instrumentos previstos no Novo CPC para possibilitar a revisão das decisões judiciais que possam prejudicar as partes envolvidas no processo. Dentre os principais recursos previstos na legislação, destacam-se o recurso de apelação, o recurso especial, o recurso extraordinário e o agravo de instrumento. Esses recursos são fundamentais para assegurar o direito de defesa e a garantia do devido processo legal.
Os procedimentos especiais são previstos no Novo CPC para disciplinar situações específicas que demandam regras diferenciadas para sua resolução. Dentre os principais procedimentos especiais, destacam-se o inventário, o divórcio, a ação de usucapião e a ação de desapropriação. Esses procedimentos são essenciais para garantir a efetividade da prestação jurisdicional e a proteção dos direitos das partes envolvidas.
A execução de títulos judiciais é o procedimento previsto no Novo CPC para garantir o cumprimento das decisões judiciais que determinam o pagamento de quantias ou a entrega de bens. A legislação estabelece regras específicas para a execução, como a penhora de bens, a expropriação e a possibilidade de protesto do título executivo. Essas medidas são essenciais para garantir a efetividade da tutela jurisdicional e a satisfação dos direitos reconhecidos em juízo.
O processo eletrônico é uma das inovações trazidas pelo Novo CPC para modernizar a tramitação dos processos judiciais e facilitar o acesso à justiça. A legislação estabelece regras para a informatização dos processos, a comunicação eletrônica entre os órgãos judiciais e as partes, e a utilização de assinatura digital. O processo eletrônico é fundamental para agilizar a prestação jurisdicional e reduzir a burocracia no sistema judiciário.
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